Intercâmbio na Nova Zelândia: manual completo

intercâmbio na Nova Zelândia

Conhecida mundialmente pelos esportes radicais e pelas paisagens exóticas, a Nova Zelândia é um dos destinos mais buscados por turistas que querem explorar todas as inúmeras possibilidades que esse belo país oferece.

Além disso, a Nova Zelândia é um dos melhores lugares do mundo para quem deseja fazer intercâmbio, seja para estudar ou trabalhar, pois esbanja segurança e qualidade de vida.

Se você tem vontade de viver nesse pequeno e incrível país, continue acompanhando este guia. Nele, você vai descobrir tudo o que precisa para fazer um intercâmbio na Nova Zelândia — da cultura local até o momento de fazer as malas. Confira!

1. Nova Zelândia: que país é esse?

A Nova Zelândia (ou Aotearoa, em língua Maori) é um país insular localizado na Oceania, o menor continente do planeta — tanto em extensão territorial quanto em número de habitantes —, junto às ilhas da Polinésia, Melanésia e Micronésia e a Austrália.

O território neozelandês é composto por duas ilhas principais, a Ilha Sul e a Ilha Norte, e um conjunto de pequenas ilhas secundárias, e tem 268.021 km² de extensão territorial — um pouco maior do que o estado de São Paulo.

A Ilha Norte, também chamada de Te Ika-a-Māui na língua Maori, tem 113.729 km² de extensão, enquanto a Ilha Sul, chamada de Waipounamu, tem 150.437 km². Apesar de menor em extensão territorial, 3,4 dos 4,5 milhões de habitantes do país vivem na Ilha Norte, que se separa da Ilha Sul pelo estreito de Cook.

O país é a nação independente mais isolada do mundo, tendo como vizinhos a Austrália (cerca de 1.500 km de distância), Nova Caledônia, Fiji e Tonga. A maior cidade neozelandesa é Auckland e, apesar de ser a cidade mais conhecida mundialmente, a capital do país é Wellington — mas a confusão é comum, pois Auckland foi a primeira capital.

A Nova Zelândia é uma ex-colônia da Inglaterra e, ainda hoje, faz parte dos Reinos das Comunidades das Nações (Commonwealth realms). Por esse motivo, tem como monarca a rainha Elizabeth II — que não exerce nenhum tipo de poder, sendo que o modelo de governo vigente é o parlamentarismo.

1.1. Um pouco da história

De acordo com pesquisas feitas por arqueólogos, o território que hoje abriga a Nova Zelândia foi um dos últimos a serem descobertos e povoados — muito provavelmente, por conta de seu isolamento geográfico. Estima-se que o homem tenha chegado ao país cerca de 750 anos atrás, entre os anos de 1.250 e 1.300 d.C.

Os primeiros habitantes do arquipélago migraram de ilhas da Polinésia e desenvolveram o que conhecemos hoje como a cultura Maori. Esses povos indígenas, que hoje representam menos de 15% da população neozelandesa, baseavam-se na agricultura e na caça — especialmente de focas, o que fez com que a espécie chegasse à extinção no país.

A língua nativa, chamada de Te Reo Maori, e as tradições dos povos indígenas ainda são bastante preservadas e fazem parte da identidade cultural do país. O idioma maori é considerado um dos idiomas oficiais da Nova Zelândia, por isso você verá que a maioria dos nomes de ilhas e outros locais são no idioma nativo.

A cultura Maori é conhecida no mundo, especialmente, pela arte: as tatuagens típicas (chamadas de Ta Moko), os entalhes em madeira e a tecelagem (chamados de Toi) e o Haka, a famosa dança de guerra dos povos Maori.

Foi apenas no século XVII — mais precisamente, em 1642, relativamente “tarde” em relação às outras colônias — que o primeiro explorador europeu, o holandês Abel Tasman, chegou ao arquipélago que se tornaria a Nova Zelândia. Após o primeiro contato, levaria mais de 100 anos para que outros colonizadores voltassem ao país.

Em 1769, o explorador inglês James Cook retornou ao território e mapeou toda a costa do país que, inicialmente, passou a ser parte da colônia de New South Wales (território que, atualmente, chamamos de Austrália).

O país tornou-se um território independente no ano de 1841 e, pouco depois, em 1845, teria início uma guerra civil que duraria cerca de 30 anos. Os conflitos armados entre colonizadores ingleses e os povos Maori resultaram na morte de muitos indígenas e inúmeras perdas territoriais para os nativos. Em Auckland, é possível visitar o Memorial de Guerra da Nova Zelândia, um museu dedicado ao período.

1.2. A cultura neozelandesa

Durante muito tempo, por conta da colonização europeia, a cultura dos povos nativos da Nova Zelândia foi reprimida. Mas, nos últimos anos, há um grande incentivo à revitalização e preservação das tradições Maori.

Os kiwis (como são chamados os neozelandeses) também têm grande influência da cultura europeia, especialmente no âmbito religioso (as religiões predominantes no país são de base cristã). Atualmente, estima-se de 75% da população seja de descendência de ingleses, irlandeses e povos nórdicos.

Apesar da influência da Inglaterra e dos EUA, especialmente em relação à música, cinema e literatura, por conta da língua inglesa, a mescla entre as culturas e tradições fez com que as pessoas da Nova Zelândia desenvolvessem uma identidade cultural própria.

A culinária típica tem grande influência dos povos nativos, baseando-se em peixes, frutos do mar e nos laticínios. O país também é famoso por suas vinícolas, que produzem vinhos premiados no mundo inteiro.

2. Por que escolher a Nova Zelândia como destino de intercâmbio?

Agora que você já conhece um pouco sobre a história e a rica cultura desse país exótico, listamos 10 motivos para escolher a Nova Zelândia como destino para o seu intercâmbio:

2.1. As paisagens são estonteantes

Basta uma breve pesquisa no Google para confirmar: a Nova Zelândia é recheada de paisagens paradisíacas para todos os gostos. Das ilhas e praias aos vulcões, alpes e parques nacionais preservados, há muito o que se ver e conhecer nesse belo país.

Tanto é que o país já serviu de locação para campeões de bilheteria do cinema, ajudando a construir o universo mágico de “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “As Crônicas de Nárnia”, por exemplo.

A fauna local também não deixa a desejar: são mais de 80 tipos de aves típicas do país!

2.2. A qualidade de vida é alta

Morar na Nova Zelândia é sinônimo de muita qualidade de vida! Os kiwis apreciam hábitos de vida saudáveis, praticam esportes e prezam por uma rotina mais tranquila, diferentemente das grandes metrópoles.

Além disso, o PIB do país é de quase 120 bilhões, tem um baixíssimo índice de violência e corrupção, alto Índice de Desenvolvimento Humano (o 13º no ranking mundial) e alta taxa de alfabetização.

2.3. As pessoas são amáveis

O povo da Nova Zelândia é bastante acolhedor, educado e gentil com os turistas de todo o mundo. É pouco provável que você passe por situações de discriminação, xenofobia ou que seja tratado com rudeza pelos moradores de lá.

Para os brasileiros, tão acostumados com a gentileza e a sociabilidade, é fácil se sentir em casa entre os kiwis!

2.4. O custo de vida é moderado

Fazer um intercâmbio é algo que exige um bom investimento financeiro. No entanto, alguns destinos saem muito mais em conta do que outros — e você terá uma experiência tão incrível quanto.

A Nova Zelândia é um país com custo de vida moderado e um dos lugares mais baratos para intercambistas. Para se ter uma ideia, o dólar neozelandês (ou NZD, a moeda local) gira em torno de R$ 2,30, enquanto a cotação do euro fica em cerca de R$ 4.

Com o equivalente a aproximadamente NZD$ 1.300 mensais, é possível viver de forma confortável nas principais cidades da Nova Zelândia.

2.5. O clima é ameno

Outro ponto positivo para os brasileiros que querem viver na Nova Zelândia é o clima! Por ser localizado no hemisfério sul, assim como o Brasil, o país é ensolarado, e os meses mais quentes são janeiro e fevereiro e o mais frio é julho.

As temperaturas variam bastante de um lugar para o outro e ao longo do ano. Enquanto o clima subtropical é predominante na Ilha Norte, é possível encontrar temperaturas negativas na região dos alpes e em alguns pontos da Ilha Sul.

Porém, de uma forma geral, o clima é temperado, os dias são longos, com chuvas bem divididas ao longo do ano todo e as quatro estações do bem marcadas.

2.6. O país recebe bem os estrangeiros

Além do povo acolhedor sobre o qual falamos anteriormente, as leis de imigração também são bastante favoráveis para os estrangeiros que querem viver na Nova Zelândia. É possível, por exemplo, ficar por até 3 meses no país sem que seja necessário solicitar um visto de permanência antes de embarcar.

Para viver, estudar ou trabalhar, o visto é necessário, mas não há tanta burocracia quanto em outros países e é bem tranquilo conseguir autorização para permanecer por lá — falaremos mais sobre esse assunto nos próximos tópicos.

2.7. Você descobrirá coisas novas

Além de mergulhar de cabeça em uma nova língua, você terá a oportunidade conhecer uma riquíssima cultura, explorar a enorme diversidade de paisagens da Nova Zelândia, os hábitos locais, além de fazer muitos amigos!

Viver por lá também é uma boa oportunidade para se jogar nos esportes radicais de várias modalidades e, ainda, conhecer alguns dos países mais exóticos do mundo que estão bem pertinho do arquipélago, como a Indonésia, a Malásia, a Índia, o Vietnã, a Tailândia e várias ilhas nos oceanos Índico e Pacífico, sem falar da Austrália.

2.8. É permitido trabalhar e estudar

Outra vantagem para os intercambistas é o fato de que, na Nova Zelândia, é possível trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Enquanto alguns países limitam o visto de estudantes, é permitido trabalhar por até 20 horas semanais com o visto de estudo no arquipélago.

Além disso, a economia local é estável e há grandes possibilidades de conseguir um emprego. E fica a dica para os empreendedores: a Nova Zelândia foi eleita um dos melhores lugares do mundo para abrir um negócio!

2.9. A Nova Zelândia é muito segura

O país mais seguro do planeta: é assim que a população da Nova Zelândia se vê, de acordo com uma pesquisa que mensurou o nível de tranquilidade dos cidadãos de 144 países.

E não para por aí: a Nova Zelândia também aparece no topo do ranking dos melhores destinos para viajantes no quesito segurança.

2.10. O ensino é de alta qualidade

O sistema educacional da Nova Zelândia é um modelo para o mundo, e o país conta com várias instituições de ensino superior de qualidade, como a University of Auckland, Auckland University of Technology, a University of Otago, a Victoria University of Wellington e University of Canterbury.

Também é possível conseguir bolsas de estudo para mestrado e doutorado, além de aprender inglês em escolas especializadas para estrangeiros.

3. Quais são os tipos de intercâmbio na Nova Zelândia?

Existem diversos tipos de intercâmbio possíveis para quem quer morar na Nova Zelândia. Veja algumas possibilidades:

3.1. Estudar inglês

Um dos tipos mais procurados pelos intercambistas é o intercâmbio para aperfeiçoar os conhecimentos da língua inglesa. É possível encontrar cursos de poucas semanas ou até muitos meses de duração para todos os níveis — do iniciante ao avançado. Há opções de cursos de inglês para férias, adolescentes e focados em quem deseja obter um certificado de proficiência no idioma, como o IELTS ou Cambridge.

A experiência de imersão na língua proporciona um aprendizado muito rico, e esse tipo de intercâmbio pode ser feito por pessoas de quase todas as idades. O ideal é contar com uma agência de intercâmbio especializada para orientar você e tornar a experiência muito mais tranquila.

3.2. High School

A High School corresponde ao que chamamos de Ensino Médio no Brasil — ou seja, os três últimos anos que concluem o período escolar. Apesar de a grade curricular não ser igual à brasileira, muitos colégios conseguem fazer a equivalência entre as disciplinas.

Esse tipo de intercâmbio é muito procurado por adolescentes que desejam viver a experiência de morar fora antes de prestar o vestibular e entrar na faculdade. No geral, ele tem duração de 6 meses a 1 ano.

3.3. Faculdade

As universidades na Nova Zelândia oferecem a oportunidade de obter o diploma de graduação completo no país, ou você pode optar por cursar apenas 1 semestre ou 1 ano da sua graduação fora – é o chamado programa de graduação sanduíche. Nesses casos, é preciso buscar programas de intercâmbio dentro da universidade em que você estuda no Brasil ou procurar oportunidades nas universidades neozelandesas.

Vale lembrar que, em ambos os casos, é preciso conferir a equivalência dos créditos das disciplinas entre as instituições de ensino do Brasil e da Nova Zelândia.

3.4. Pós-graduação

Após a formatura na faculdade, muitas pessoas ambicionam cursar uma pós-graduação fora do país, não é mesmo? E a Nova Zelândia pode ser o lugar certo para isso!

Além de contar com instituições de ensino de alta qualidade, é possível encontrar programas de bolsas de mestrado e doutorado para estrangeiros no país.

4. Quais são as principais cidades para estudar e por quê?

Como você viu no início do texto, a Nova Zelândia é um país bem pequeno, tanto em extensão territorial quanto em número de habitantes. Isso torna a experiência bem mais tranquila e também permite que você viaje e conheça bastante o país durante seu intercâmbio.

Veja as principais cidades para estudar na Nova Zelândia:

4.1. Auckland

A maior cidade da Nova Zelândia e sua primeira capital, Auckland é o principal centro econômico e urbano do país. A cidade tem cerca de 1,3 milhão de habitantes, conta com instituições de ensino renomadas e ótimas escolas de idiomas.

Localizada na Ilha Norte, Auckland é a mistura perfeita entre as maravilhas das grandes metrópoles e as belezas naturais típicas da Nova Zelândia, como as praias paradisíacas.

4.2. Queenstown

Já pensou em morar na capital mundial dos esportes radicais? É isso mesmo que você leu! A pequena cidade de Queenstown, localizada na Ilha Sul, tem apenas 20 mil habitantes, mas é muito procurada pelos intercambistas, especialmente para quem quer fugir do clima de cidade grande e se aventurar no país.

O destino recebe turistas durante todo o ano e, por isso, o setor de hotelaria é o que mais oferta vagas de emprego. Além disso, é possível encontrar boas escolas de inglês e a cidade tem um dos campi do Southern Institute Of Technology.

4.3. Christchurch

Conhecida como a “Cidade Jardim”, Christchurch é mais uma opção de destino para intercambistas na Ilha Sul. A cidade é uma das maiores do país, com cerca de 375 mil habitantes, e tem um dos menores custos de vida da Nova Zelândia.

Com ares britânicos que remetem à época de colônia, a cidade é charmosa e muito segura. Para quem deseja trabalhar e estudar, é também uma boa pedida, pois oferece muitas possibilidades de vagas de emprego, especialmente na área do turismo.

4.4. Wellington

A capital neozelandesa impressiona pela sua beleza: fica cercada pela natureza e por colinas verdes, uma paisagem de tirar o fôlego. Ela é a sede do governo da Nova Zelândia e abriga os prédios do parlamento.

Um dos destinos preferidos dos intercambistas, a cidade localiza-se na Ilha Norte, próxima ao estreito de Cook, e tem cerca de 400 mil habitantes.

A cidade tem ares de metrópole, com centros comerciais, galerias de arte e museus, além de bares, cafés e restaurantes — uma curiosidade: há mais cafés e restaurantes em Wellington do que em Nova York!

4.5. Dunedin

Localizada na região de Otago, no litoral da Ilha Sul, Dunedin é a segunda maior cidade da ilha, com cerca de 110 mil habitantes. O destino é um dos mais buscados pelos estudantes, visto que é considerado a capital acadêmica da Nova Zelândia e abriga uma das principais instituições de ensino do país: a University of Otago.

Dunedin é cercada de belezas naturais, com fauna e flora exóticas, mas também oferece uma experiência digna de cidade grande, com vida noturna, bares, restaurantes e possibilidades de programas culturais.

4.6. Tauranga

Tauranga é um destino ensolarado e cheio de belas paisagens, localizado no litoral da Ilha Norte. Com cerca de 125 mil habitantes, é a cidade mais populosa da região de Bay of Plenty.

Um dos destinos que mais crescem em número de procuras pelos intercambistas, a cidade é ideal para quem gosta do clima de praia e esportes marítimos. Além disso, o local é sede de uma das mais importantes universidades da Nova Zelândia, a Bay of Plenty Polytechnic.

5. O que fazer na Nova Zelândia em cada estação do ano?

5.1. Primavera

A primavera neozelandesa acontece entre os meses de setembro e novembro, com temperaturas que variam entre extremos: de dias quentes e ensolarados a períodos de muito frio.

Essa também é conhecida como a “estação das cachoeiras”, pois é o período do ano em que as quedas d’água estão mais abundantes. Para conferir as mais belas paisagens da primavera neozelandesa, explore a região de Hamilton e Waikato.

Um dos passeios mais recomendados nessa época é o Taranaki Garden Spectacular, um festival de jardins de tirar o fôlego que acontece entre os meses de outubro e novembro.

5.2. Verão

Com temperaturas que variam de 21º a 32º, o verão neozelandês é a estação mais quente do ano e acontece entre os meses de dezembro e fevereiro. Essa é a época ideal para explorar as regiões litorâneas e conhecer as ilhas com paisagens paradisíacas.

O verão neozelandês é muito ensolarado e quase não há chuvas nessa época do ano. Se você curte surfe e esportes aquáticos, esse é o melhor período para praticá-los!

Alguns dos melhores picos de surf do país estão na Ilha Norte: em Auckland, você terá a opção de explorar as praias de surf em East e West Coast; na Bay of Plenty, há opções para quem quer se jogar nos esportes ou apenas relaxar; em Wellington, explore a região de Taranaki.

5.3. Outono

O outono neozelandês é uma estação bem ensolarada e com dias quentes — a média de temperatura fica entre 18º e 25º. A estação acontece entre os meses de março e maio, dando um tom alaranjado aos horizontes do país, contrastando com o belíssimo céu azul dessa época do ano.

Essa é a estação ideal para visitar Central Otago, conhecer as belezas locais e, é claro, passear pelas vinícolas da região.

Por conta das temperaturas, ainda é possível aproveitar as belas praias do litoral. Nessa época do ano, a costa de Wellington recebe visitantes inusitados: vários golfinhos podem ser vistos até mesmo da orla!

5.4. Inverno

Assim como no Brasil, o inverno na Nova Zelândia acontece entre os meses de junho e agosto. Especialmente na Ilha Sul, a mais fria do país, é possível encontrar neve e temperaturas negativas em algumas regiões.

Esse é o período do ano ideal para quem gosta de praticar esportes na neve, como esqui e snowboarding. As estações de esqui em Queenstown e Christchurch, na Ilha Sul, ficam muito movimentadas.

Na região de Christchurch, ainda é possível relaxar em fontes e piscinas de águas termais aquecidas naturalmente.

6. O que é preciso saber sobre visto na NZ?

Como dissemos, o cidadão brasileiro que deseja conhecer a Nova Zelândia tem permissão para permanecer no país por até 3 meses sem necessidade de visto. Isso porque os países têm uma boa relação entre si e o Brasil faz parte da lista de países com isenção de visto para a Nova Zelândia.

Porém, caso você queira ficar por um período maior, os principais tipos de visto são:

6.1. Visto de turista

O visto de turista tem duração máxima de 9 meses — se você entrou no país sem visto, pode pedir o visto de turista antes do término do período de 3 meses em algum posto de imigração.

Para consegui-lo, basta ter um passaporte válido e comprovação de renda suficiente para todo o período da viagem (cerca de NZD$ 1.000 por mês). Vale lembrar que, com o visto de turista, você poderá estudar no máximo 12 semanas e não poderá trabalhar durante sua permanência na Nova Zelândia.

6.3. Visto de estudante

O visto de estudante é válido para quem deseja estudar na Nova Zelândia por um período superior a 3 meses.

Vale lembrar que, com o visto de estudante, é possível trabalhar legalmente por até 20 horas semanais durante a realização do curso e sem limites de horas durante férias e breaks escolares. Para isso, o estudante precisa realizar um curso com duração mínima de 14 semanas em uma escola de categoria 1 ou realizar um curso de 24 semanas em escola de categoria 2, sendo necessário nesse caso apresentar prova do IELTS com nota mínima de 5,0.

As principais exigências para a aplicação desse visto são:

  • justificativa do motivo da viagem, explicando qual curso irá realizar, duração do programa, porque o curso é importante para o intercambista;
  • comprovação financeira, assegurando para o governo da Nova Zelândia que o estudante tem condições de se manter financeiramente no país durante o período de estudo;
  • vínculos com o Brasil, sendo esse um visto de permanência temporária, é importante deixar claro que o intercambista tem motivos e deseja voltar ao Brasil após completar o seu intercâmbio.

Os documentos necessários para essas comprovações podem variar de acordo com o perfil do cliente e o projeto que será realizado. Por isso, contar com o suporte de uma agência especializada irá te dar mais segurança na hora de aplicar o seu visto.

Além desses, existem outros tipos de vistos para a Nova Zelândia. Para saber mais detalhes sobre os vistos, acesse o site da Imigração da Nova Zelândia.

7. Como se preparar para a viagem?

7.1. Como comprar a passagem?

Como o trecho Brasil-Nova Zelândia é bastante longo, prepare-se para desembolsar um alto valor com as passagens de ida e volta. Os preços podem variar bastante de acordo com a data e a companhia aérea — em geral, ficam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil.

O mais indicado é pesquisar bastante e comprar com antecedência, sempre de olho nas possibilidades de troca e flexibilidade das datas de embarque.

Algumas companhias aéreas oferecem descontos e condições especiais para quem deseja estudar no exterior. Em geral, eles são válidos para pessoas entre 12 e 34 anos que farão qualquer tipo de curso, desde que ele tenha duração superior a 2 semanas.

Para conseguir esse tipo de desconto, você pode contar com o suporte de uma agência de intercâmbio especializada, que ajudará você a encontrar as melhores opções de tarifas e promoções. Geralmente, as tarifas especiais para estudantes não estão disponíveis nos sites das companhias.

7.2. Como preparar a mala para Nova Zelândia?

Antes de mais nada, é preciso considerar quanto tempo você viverá no país e em qual região — como dissemos, o clima pode variar bastante de um ponto a outro do arquipélago.

Ao fazer as malas, considere as médias de temperatura e o que você realmente precisará, lembrando que, muitas vezes, vale mais a pena comprar algo no país caso seja necessário do que extrapolar o limite de bagagem e pagar multas.

Em geral, os voos para a Nova Zelândia permitem carregar 2 malas de até 23 kg para bagagem despachada e 10 kg para bagagem de mão, porém, isso pode variar entre as companhias. Sempre confirme a concessão de bagagem antes de fazer a emissão da sua passagem.

Há também alguns itens que não podem ser levados para o país, como produtos de origem animal, plantas, alimentos e equipamentos de recreação. Além disso, outros itens precisam ser declarados na alfândega (você encontra a lista completa no site do Ministério das Indústrias Primárias).

E ai, está convencido de que a Nova Zelândia é o destino ideal para o seu intercâmbio? Então, que tal dar o próximo passo para realizar o seu sonho? Entre em contato conosco e peça seu orçamento!

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