Como funciona um curso profissionalizante no exterior?

como funciona um curso profissionalizante no exterior

Você já pensou em fazer um curso profissionalizante no exterior? Mesmo que você já tenha uma graduação ou uma pós-graduação no Brasil, investir em outra modalidade de ensino em um novo país pode fazer toda a diferença em sua carreira e em sua experiência de vida.

Em razão das necessidades do mercado de trabalho e das exigências das instituições de classe, é comum que, em países como a Austrália e a Nova Zelândia as pessoas se dediquem ao ensino profissionalizante antes de cursar a universidade. Esses cursos são bastante práticos, e os profissionais aprendem a realizar as atividades do dia a dia da profissão.

Na Nova Zelândia, por exemplo, para se exercer profissões como eletricista, mecânico ou encanador é necessário ter uma licença, que só é conseguida depois de concluídos cursos profissionalizantes. Perceba, portanto, a importância desse tipo de formação se você pretende passar algum tempo em um país estrangeiro. Além disso, cursos assim poderão ajudá-lo a se recolocar no mercado de trabalho brasileiro.

Para você que está pensando em viver um tempo fora do Brasil, este post vai mostrar uma opção de intercâmbio muito interessante. Continue a leitura e entenda por que fazer um curso profissionalizante no exterior pode ser uma excelente opção para você e uma oportunidade única para alavancar sua carreira. Confira já!

Por que fazer um curso profissionalizante no exterior?

Uma informação importante que você precisa ter é que na Austrália e na Nova Zelândia não há a mesma relação de status profissional que aqui no Brasil. Por isso, são poucas as profissões de nível superior que renderão mais que as profissões de nível técnico. Por lá, o importante é você ter emprego, desempenhar bem suas funções e conseguir pagar as contas no fim do mês.

Além disso, na Nova Zelândia, por exemplo, a maioria dos postos de trabalho ofertados é de nível técnico. Isso é fundamental considerar se você escolheu esse país como destino, pois com um curso vocacional ou profissionalizante feito lá, suas chances de se posicionar no mercado serão maiores.

Vale, também, ter em conta que os cursos profissionalizantes na Austrália, por exemplo, são monitorados pelo governo e, portanto, têm alto nível de qualidade. Mencionar em seu currículo uma formação como essa vai fazer de você um profissional diferenciado no Brasil, o que renderá novas oportunidades de trabalho em seu retorno. E isso sem contar o domínio do inglês, que estará em novo patamar após a experiência de realizar um curso profissionalizante no exterior.

Como escolher o melhor curso?

Para fazer um curso profissionalizante no exterior, é preciso demonstrar um conhecimento de nível intermediário-avançado em inglês (IELTS média 5.0, no mínimo). Algumas instituições oferecem programas de aulas de inglês integradas aos cursos técnicos. Assim, é possível preparar o seu nível de inglês de forma que atenda aos requisitos necessários de conhecimento do idioma para o ingresso no curso técnico.

Após considerar a questão do domínio do inglês, é importante ter em mente algumas particularidades de cada país. Conheça as especificidades dos cursos da Austrália e da Nova Zelândia.

Austrália

Na terra dos cangurus, os cursos técnicos são conhecidos como VET (Vocational Education and Training). Eles vão de cursos introdutórios básicos a especializações para técnicos e profissionais, e são muito bem cotados no país por formarem profissionais realmente qualificados.

Isso é facilitado pelas fortes ligações existentes entre as escolas técnicas — que podem ser públicas ou privadas — e as indústrias e empresas que contratam a mão de obra formada pelas escolas. Assim, é possível que os futuros profissionais atendam às necessidades do mercado, com uma formação prática e focada nas funções que exercerão.

Essa parceria pode ser vista nos TAFEs (Technical and Further Education), instituições públicas, similares ao SENAC, no Brasil. Os cursos lá ministrados, como já mencionado, são monitorados pelo governo australiano, o que assegura a qualidade no ensino. Bons exemplos de TAFEs que você pode conferir são TAFE NSW, TAFE Queensland e Kent Institute Austrália.

Para ser aceito em um instituto como esses, você deve ter no mínimo 18 anos de idade e ter finalizado o nosso ensino médio. Esse tipo de curso é tão bem-visto por lá que pode ajudar a conseguir créditos nas universidades locais.

Nova Zelândia

Assim como na Austrália, na terra dos Kiwis os cursos profissionalizantes são uma excelente opção profissional. Os cursos oferecidos por lá são de alta qualidade e também voltados para as necessidades do mercado de trabalho.

Lá, as instituições são divididas em Escolas Politécnicas (Polytechs) e os Institutos de Treinamento Particulares (Private Training Providers). As politécnicas são mantidas pelo governo e oferecem cursos equivalentes em mérito aos oferecidos pelas universidades neozelandesas e emitem certificado. Algumas, ainda, oferecem graduação completa e estudos de pós-graduação.

As instituições particulares, para que seus cursos sejam válidos e reconhecidos, precisam ser registradas junto à NZQA (New Zealand Qualifications Authority — Autoridade de Qualificações da Nova Zelândia). Isso é um ponto fundamental a ser observado quando você for procurar um curso profissionalizante no exterior, afinal, caso a instituição não tenha registro, você pode ter problemas com sua documentação.

Os requisitos necessários para ingressar nesses cursos variam de acordo com o tipo de formação escolhida e da instituição, mas são praticamente os mesmos já mencionados. Portanto, é preciso ter finalizado o ensino médio. Algumas instituições exigem a apresentação de média 5.5 no teste IELTS, já outras apenas um nível de inglês de intermediário-avançado.

Bons exemplos de instituições na Nova Zelândia são Southern Institute of TechnoligyNZIE – New Zealand Institute of Education — nesta você conta ainda com aulas de inglês, que se iniciam a cada duas semanas e, assim, pode se aprimorar no idioma enquanto aguarda o início do curso técnico.

Algumas áreas interessantes para você investir em um curso técnico na Austrália e na Nova Zelândia são: administração, contabilidade, fotografia, tecnologia da informação, saúde e bem-estar social, publicidade e marketing, hotelaria e turismo, horticultura, estudos marinhos e massagem e estética. Se você se identifica com alguma dessas áreas, quer aprimorar o inglês e se qualificar ainda mais, fazer um curso profissionalizante no exterior pode ser sua grande oportunidade.

O sistema de ensino internacional costuma ser bastante diferente do brasileiro, por isso os cursos técnicos são grandes oportunidades de capacitação profissional. Essa é uma modalidade de intercâmbio que nem sempre é explorada por quem vislumbra passar um tempo em outro país e pode ser uma excelente chance para você.

Fazer um curso profissionalizante no exterior é uma excelente forma de viver em outro país. Porém, independentemente do tipo de intercâmbio que você opte por realizar, é imprescindível contar com o auxílio especializado de profissionais da área. E para saber um pouco mais sobre isso, continue conosco e aprenda o que é preciso para escolher a melhor agência de intercâmbio. Confira!

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